sábado, 21 de novembro de 2009

Oficina Modalidades da Língua

Vi a necessidadem de trabalhar essa oficina somente com o 7º ano A, porque dentro desta sala existe vários alunos que precisavam se autoavaliar porque falam muito durante a aula, ou não prestam atenção ao que é proposto por mim em sala. Nesta sala existem muitos alunos que não gostam de participar de debates ou expor sua opinião e muito menos aceitar opiniões contrárias as suas. Expliquei no início o que seria feito e que essa atividade serviria como uma aula de linguagem oral onde cada aluno teria o direito de falar e de ouvir as respostas dos colegas. Enfatizei a necessidade de fazer silêncio para que pudessemos ouvir a todos. Pedi que se sentassem em círculo para que todos pudessem estar numa boa ordem para a sequência das perguntas e respostas. Distribui para cada aluno uma cópia das perguntas e fui ouvindo a resposta de cada aluno. Alguns falavam mais outros menos e aqueles que davam resposta sim ou não pedia que acrescentassem mais alguma coisa sobre a sua opinião. Foi muito proveitosa essa autoavaliação porque ficou acordado que se determinado aluno estava distraindo outro colega com sua conversa eles mesmos pediriam a sua atenção para as atividades desenvolvidas em sala, assim como deixaria outros alunos darem a sua opinião.

Oficina A Intertextualidade

Iniciei a oficina mostrando fragmentos de textos, poesias e propagandas que faziam ligações entre si. Expliquei que essas ligações entre diferentes texto é o que chamamos de intertextualidade, que está presente em nosso cotidiano, em diferentes momentos quando nossos textos retomam algum trecho de outro texto conhecido por nós ou pela fala de pessoas com as quais convivemos. Estamos sempre ouvindo e vendo paródias de músicas, Hino Nacional, filmes, etc. Num segundo momento solicitei que fizessem uma pesquisa sobre a fala das pessoas da família, ou da comunidade incluindo professores e outros funcionários da escola. Pedi que anotassem os ditados ou frases que possam dar algum tipo de ensinamento. Na aula seguinte os alunos apresentaram para a sala em forma de leitura e analisamos qual seria o ensinamento que cada ditado ou frase poderia nos ensinar. Em seguida pedi que falassem quais deles eram atuais e quais eram ultrapassados e porque não se aplicariam hoje e se existia outro que se aplicaria agora. A maioria dos alunos se empenhou na tarefa e houve até competição pra saber quem tinha feito mais ditados ou frases populares. Foi uma oficina prazerosa, porque vi o esforço dos alunos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Oficina Os dialetos do Português







Levei para a sala de aula os textos Retrato de velho de Carlos Drummond e ciúme de Lygia Bojunga. Fizemos a leitura e respondemos as atividades referentes a eles. Chamei a atenção para a diferença que há entre a linguagem do avô do 1º texto e da menina do 2º texto, um exemplo claro de como a língua apresenta características diferentes de linguagem de acordo com a faixa etária. Assistimos um vídeo de um moto boy que vive em São Paulo, vimos que a linguagem utilizada por ele é cheio de gírias. Pedi que montassem em grupo uma pequena conversação entre amigos de sua idade e apresentassem para seus colegas de classe. Então foi notado que usavam muitas gírias em seus cotidianos. Levei para a sala o Jornal Patropi de 31 de janeiro de 2008, edição Nº10, jornal que circulava em Campo Novo do Parecis onde na página 15 apresentava o seguinte título Assaltantes e seu regionalismos. Entreguei a 7 alunos a forma como cada assaltante de diferentes regioões do Brasil falaria para a pessoa assaltada. Pedi que tentassem reproduzir da melhor maneira possível a fala de cada assaltante. Foi muito divertido e todos foram muito aplaudidos. Dando continuidade pedi que escrevessem quais as gírias que conheciam e seu significado e em qual contexto eles a usavam. Damos o nome dessa atividade Dicionário dos Jovens conforme sugerido na TP 1.

sábado, 14 de novembro de 2009

Oficina A tese e seus argumentos

Dando continuidade a argumentação apresentei para as salas do 6º e 7º anos A uma tirinha de Hagar onde fica claro a sua crença em Papai Noel. Então expliquei que com essa tira temos o exemplo de um argumento de senso comum, que são verdades aceitas culturalmente, desde que todos dela tenham conhecimento. Entreguei aos alunos cópias dos fragmentos disponíveis na TP para trabalharmos o argumento baseado em provas concretas,argumentação por exemplo, argumento de autoridade, argumentos por raciocínio lógico. Com a fábula O leão e o ratinho vimos que são histórias que tem o objetivo de incutir moral nas pessoas que ouvem essas histórias. Depois da leitura fizemos os exercícios da TP sobre a fàbula. Depois entreguei alguns textos publicitários para que escrevessem um texto argumentativo que tivesse os mesmos objetivos do texto publicitário. Na primeira escrita me entregaram propagandas então sentei com cada grupo e fizemos um novo roteiro para que acrescentassem em seus textos argumentos que pudessem sustentar a tese. Acompanhei cada grupo na reestruturação de seus textos. Foi trabalhoso mas conseguiram dar uma estrutura semelhante aos textos argumentativos.

Oficina A construção da argumentação




Trabalhar com o TP 6, foi muito bom, uma vez que meus alunos do 6º e 7º ano A da Escola Professor Antonio Pereira têm muita dificuldade em justificar seus pontos de vista e até opiniões. Iniciei a oficina apresentando uma propaganda e uma tirinha para que pudessem perceber qual o propósito dessas linguagens. Entreguei os fragmentos de texto, disponível na referida TP, sobre saúde e com os exercícios de cada fragmento trabalhamos os recursos argumentativos usados em cada um deles. Primeiramente identificamos qual a tese e os argumentos presente nos referidos fragmentos e sempre alertando-os para a variação de argumentos utilizados, pois tudo vai depender da organização textual. Dando continuidade na oficina pedi que sentassem em grupo de quatro alunos e fui ao quadro e pedi que tentassem montar alguns argumentos para a venda dos seguintes ítens: um terreno na lua, um dente de leite do Michael Jackson, um chiclete mascado pela Xuxa, uma escova de dente usada por Madona e um palito de fósforo já riscado e pedi que se apresentassem a frente em 15 minutos. Alguns alunos disseram que ninguém iria se interessar por esse tipo de produto, mas insisti que tinham que ter boa argumentação para fazer a venda. Para minha surpresa eles fizeram o trabalho muito bem feito e as apresentações foram muito aplaudidas. Em seguida pedi que montassem um quadro semelhante ao da página 23, com um assunto do interesse de cada grupo. Essa atividade foi muito proveitosa para as duas turmas já que era difícil para eles acharem justificativas para as suas opiniões.

sábado, 7 de novembro de 2009

Oficina A estilistica do som e da palavra




Iniciei a oficina apresentando alguns trava-línguas, algumas quadrinhas e poemas para que percebessem o efeito sonoro que há na combinação/ repetição dos sons apresentados.
Distribui entre os alunos alguns provérbios, trava-línguas, adivinhas e poemas para que lessem em voz alta e assim percebessem e fizessem a exploração sonora das palavras.
Depois apresentei no data show a crônica palavras são palavras de Celso Ferreira Costa, fizemos a atividade 6 com questões sobre o texto. Então lemos o texto palavra de Adriana Falcão. Ao fazermos a leitura os alunos perceberam que a autora deu definições novas e sentimentos para várias palavras.
Depois de feita a leitura pedi que escrevessem no quadro de giz palavras e a apartir daí dessem as motivações que sentiam ao pronunciá-las e quais impressões elas causavam neles.


domingo, 16 de agosto de 2009

Oficina Noção de estilo e o objetivo da estilística











Oficina realizada com alunos do 6º e 7º ano da Escola Municipal Professor Antonio Pereira. Iniciamos a oficina procurando em revistas estilos de roupas, de construções, de grupos (emos, góticos e outras tribos), de músicas e etc. Foram feitos vários comentários sobre as fotos encontradas nas revistas, o que eles usariam, vestiriam, construiriam, ouvem, a qual tribo pertencem ou tinham vontade de pertencer. Pedi que justificassem suas respostas porque eles tem muita dificuldades em justificar suas respostas. Entreguei cópias do texto de José Roberto Torero: cada um é cada um. Fizemos a leitura e nas partes de locução fizeram a dramatização de cada estilo de narração. Passamos então conversar sobre como seria o estilo adotado por cada um se fosse narrar o jogo ( para isso pedi que se agrupassem conforme seria o seu estilo, e apenas um do grupo ia falar), e o mesmo aconteceu com qual instrumento tocar, como se vestir e etc. Logo após entreguei o texto Trem de ferro de Manuel Bandeira para fazermos a leitura, depois fiz a leitura com expressividade para que percebessem o movimento, a paisagem, a velocidade, o barulho feito pela máquina. Fizemos a interpretação oral do texto e perceberam rapidamente fazendo a relação da cana com policiais, quais versos o trem perdia ou ganhava velocidade. Trabalhei com a noção de verso e estrofe, dialeto, a sonoridade expressa no poema através da repetição de sons, palavras, versos e estrofes. Em seguida entreguei cópia do texto O trem do Manuel de Almir Correia para percebessem que há um diálogo entre os dois textos pedi que fizessem comparações entre eles e dessem suas opiniões. Os alunos perceberam a intertextualidade presente entre eles. Ao final da oficina pedi que criassem poemas onde poderiam estar abusando da sonoridade nos versos. Essa oficina foi um pouco trabalhosa porque os alunos não se preocupam em justificar suas respostas e precisei cobrar deles essa justificativa.